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Bar Americano

Bar Americano

Contactos

Telefone:

(+351) 96 946 2182

Morada:

R. Bernardino Costa 35
1200-130 Lisboa

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Horários:

Todos os dias

22:00 – 04:00

A Loja

 O Bar Americano abre portas em 1920, em plena zona ribeirinha, zona de bares. Assimilou o ambiente polifónico e multiétnico da zona, desde os marinheiros vindos de todo o lado, menos turistas que hoje mas sempre alguns, artistas vários e noctívagos, simplesmente noctívagos, de ofício ou vocação. Dos milhares de visitantes com que contou, a memória tende a fixar-se naqueles nomes intemporais, como os escritores José Cardoso Pires e Alexandre O'Neil, que aqui se sentavam a escrever ou a conviver ou a passar tempo.
O Bar Americano é um de três bares de génese anglo-saxónica daquela zona, isto é, Corpo Santo e Cais do Sodré. O escritor Cardoso Pires, frequentador assíduo, escreveu na sua crónica “De bar em bar” que os três locais se distinguiam na altura sobretudo pela frequência, ou seja, pela clientela que caracterizava os diferentes espaços. Segundo o escritor, “no bar americano reuniam-se os patrões, no English os patrões e chefes e no British o convívio era entre todos.”[1] Sendo que nada disto era impeditivo de reinar a boa vizinhança entre os diferentes estabelecimentos, como ainda hoje.


Tendo mesa cativa no British Bar, Cardoso Pires também se pronuncia sobre o Bar Americano, que continuava a ser para ele “a capela mais fiel à imagem de Fernando Pessoa, que o frequentou às horas litúrgicas dos morning drinkers, alinhado ao balcão entre os clientes de pé." escreve o autor em Lisboa, Livro de Bordo.
No interior, destaca-se a garrafeira centenária. As garrafas que preenchem as várias filas de prateleiras já se encontravam ali quando se adquiriu o espaço, denunciando portanto décadas anteriores de existência. O actual dono é o bisneto do fundador – Paulo Pereira. No entanto, quem gere o espaço é o dono do British Bar.
Hoje, o écran gigante é chamariz para grandes assembleias em dia de jogo. Se não houver jogo, há o karaoke, onde o gerente costuma fazer brilhar o seu talento escondido, cada vez menos escondido.


No horário lemos “das 16h às ...” e são muito convenientes estas “horas-reticências” para o fecho, que seduzem a aparecer quando apetecer, ou quando a barriga o pedir, para uma pizza ou uma tosta fora de horas.
Da rua, destaca-se o painel de azulejo na fachada, onde se lê “Porto Krohn”; e a montra, sempre profusamente decorada com objectos vários, memorabilia, uma caixa registadora, luvas, a Marylin, enfim – se houver falta de pretexto para meter conversa, qualquer um destes objectos e a história como chega ali parece-nos uma boa muleta comunicacional. Isto se não fizer amigos de imediato, sem serem necessários ardis de linguagem.

Bar Americano
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Referências & Ligações

[1] PIRES, José Cardoso – De Bar em Bar. O Jornal. Nº. 622 (23 Jan.1987), p.14.

Produtos
& Serviços

Bebidas e snacks.

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